Customer Specific Requirements

Jun 20 , 2017

Todos nos fomos habituando à “velha” ISO/TS16949 e, cada vez menos se lembram, com experiência de causa, da QS9000 ou da VDA6.1 (ou de outras).
O objectivo era simples, tornar a abordagem à questão da certificação na indústria automóvel, como lago comum e, dessa forma, reduzir a carga de trabalho “burocrático” e os custos com múltiplas certificações. Ainda me recordo de organizações que, fornecendo para vários clientes, começavam por se certificar QS9000 ou VDA6.1 para, uns anos mais tarde, crescendo e diversificando o negócio, se certificarem pela outra norma e, ainda mais tarde e mais sucessos depois, passarem também para a EAQF e/ou para a AVSQ, em função da OEM’s para quem forneciam. Com a chegada, em 1999, da ISO/TS e depois, em 2002, com o alinhamento com a abordagem por processos da ISO9001:2000, passou a existir um único esquema de certificação na indústria automóvel… Único? Não, ainda “uma pequena aldeia resiste”, a VDA6.1 que continua viva, para o "que der e vier”… mas isso é outra questão.

Desta forma, podemos realmente dizer que desde essa altura, apenas um esquema de certificação é reconhecido na indústria automóvel, com o IATF a coordenar o mesmo. O IATF – International Automotive Task Force, congregando as principais OEM’s ocidentais: Ford, GM, Renault, PSA, Daimler, BMW, VW e FIAT e Chrysler (agora FCA), bem como os 5 chamados oversights: IAOB (USA), IATF France (França), Anfia (Itália), SMMT (UK) e, claro a VDA QMC (Alemanha), conseguiram uniformizar o referido esquema. Contudo as OEM’s insistem nas suas interpretações.

O facto é que, apesar do esquema (quase) único de certificação, cada vez mais proliferam os requisitos específicos de cada cliente, interpretações e personalizações da implementação da ISO/TS16949, iniciadas por cada OEM mas rapidamente estendido aos principais Tier n da indústria que, complementarmente à própria ISO/TS, especificam os requisitos a cumprir na cadeia de fornecimento.
Não sendo nada de novo, constituem contudo um manancial de requisitos que podem constituir uma “dor de cabeça” para gerir e manter actualizado.
Existem dois site onde encontrar esses requisitos, os sites do IATF (http://www.iatfglobaloversight.org/) e da VDA QMC (http://vda-qmc.de). No entanto estes sites apenas nos dão a visão global, de modo a encontrar os requisitos ou os manuais associados a esses requisitos temos que aceder outros locais, também esses cada vez mais comuns, os portais de cliente. Desde o Covisint a portais específicos de cada cliente, temos à nossa frente outro mundo, também ele complexo e distinto, de cliente para cliente.

Vem este tema a propósito da recente edição de novas versões desses requisitos, a nova edição dos requisitos da Ford (Nov. 2015) e novas edições dos manuais do Formel Q da VW (Jun. 2015).

Foi com base nessas novas edições e respectivas novidades que editámos a anterior newsletter, onde se referiam duas ferramentas exigidas, por ex. pelo Formel Q: a nova MLA – Maturity Level Assurance, integrada no Formel Q New Parts Integral e a FFA – Field Failure Analysis, integrada no apêndice do Formel Q Capability.
Exige assim a VW a interpretação da nova abordagem do VW QPNI, integrado no modelo de millstones e respectivas fases e tarefas descritos no MLA bem como a integração do método de análise de peças de garantia, integrado no FFA.

Assim, não espere pela auditoria, voltando ao tema de partida, da ISO/TS e reveja estes requisitos de forma a os integrar no seu Sistema de Gestão da Qualidade.

Pode contar com a nossa ajuda, à distância de um e-mail ou telefone! – Livre de Custos