Inquérito COVID-19: JUNTOS SOMOS MAIS FORTES

Mai 06 , 2020

2020 iniciou-se como o ano “do futuro”. A indústria 4.0, a elevada produção de componentes automotivos e o aumento da mobilidade elétrica.

O que ninguém esperava aconteceu: um vírus silencioso invadiu-nos, fechou fronteiras e obrigou-nos a ficar em casa. As empresas fecharam, a indústria (quase) parou, entrámos em pandemia.

Face a esta situação, como estarão as empresas da indústria automóvel a viver? Que impacto é que o COVID-19 tem e terá neste setor?

Em colaboração com o cluster automóvel MOBINOV, a OPCO desenvolveu um inquérito, direcionado a partes diretas da indústria automóvel de forma a perceber o que a maioria espera nos próximos tempos.

Do total de inquiridos, 59% considera que o impacto do COVID-19 na indústria automóvel é “elevado”, após o progressivo regresso à normalidade na Europa, enquanto 38% considerada “enorme” e apenas 3% acham que o impacto será realmente reduzido.

Quando se trata do regresso à normalidade, 52% dos inquiridos referem que a normalidade virá a médio/longo prazo, para o ano de 2021, enquanto 41% acreditam que virá entre 3 a 6 meses, até ao final de 2020. Apenas 7% dos inquiridos se sentem confiantes que tudo voltará ao normal no prazo máximo de “2 a 3 meses”.

Não sabemos quando voltará tudo ao ativo, mas como esperam, os inquiridos, que seja esse possível e progressivo regresso à normalidade? As opiniões divergem um pouco: a maior percentagem, 34% aposta que a realidade será muito diferente do pré COVID-19; 28% acredita que a realidade será diferente, mas semelhante ao pré COVID 19; 28% salienta que “juntamente com outras alterações (mobilidade elétrica, condução automóvel…), entraremos numa realidade totalmente diferente do pré COVID 19” e apenas 10% dos inquiridos aponta para um regresso semelhante ao pré covid-19.

De entre as várias medidas de apoio existentes, medidas digitais, medidas de apoio por parte do Portugal 2020, 57% das empresas confirma ter adotado “Medidas de Apoio à Economia – Lay Off, Medidas de Apoio à Economia – Moratórias de Créditos, Medidas de Apoio à Economia – Apoios à Tesouraria, Medidas Digitais de Apoio à Economia – Teletrabalho, Medidas de Apoio à Economia – Diferimento de Impostos e Contribuições

Outra das questões do questionário lançado, prende-se com as medidas que os profissionais da indústria automóvel esperam ver tomadas, com ou sem apoio das instâncias governamentais, com vista a proteção da indústria automóvel nacional. De entre as respostas, 59% do total de inquiridos referem-se às medidas de apoio às empresas e trabalhadores como parte fundamental da sobrevivência à pandemia. São ainda, evidenciadas, soluções para incentivar o consumo, com linhas de crédito onde uma percentagem do imposto é convertida na amortização e ainda um incentivo ao abate, com um crédito no ISV.

A preparação da retoma da atividade “normal” está em curso, sempre utilizando os planos de contingência alinhados com a regulamentação do estado e das empresas do setor. As principais preparações que os profissionais mencionaram, ao longo do questionário, prendem-se, ainda, com a procura de linhas de apoio de forma a reerguer novamente as empresas.

Na indústria automóvel, e quando se trata da linha de produção, é impossível implementar o teletrabalho, no entanto, e apesar de tal facto, 48% dos inquiridos referem as novas tecnologias (indústria 4.0, teletrabalho, realidade aumenta ou virtual) como fundamentais nesta fase da pandemia.

Nesta fase crítica para todos nós, os inquiridos reforçam que o seu papel no regresso à normalidade na indústria automóvel passa, essencialmente, por manter a qualidade e produtividade, assegurando sempre a segurança e a saúde dos trabalhadores.

Pode aceder ao relatório do inquérito aqui.

Inquérito elaborad0 em conjunto com a MOBINOV.